Arquivos | setembro, 2010

DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA E A CARIDADE

29 set

No último dia 26/09 realizamos o 1º. Seminário da Cáritas paroquial padre Miguel Rua. Abaixo a palestra do pároco padre João Mendonça.

O papa Bento XVI afirma que “a caridade é a via mestra da Doutrina Social da Igreja” (Caritas in Veritate, 2). São Vicente de Paulo dizia que a caridade é uma dama e não pode esperar. O próprio Deus se expressa na caridade. Ele é gratuidade. Ao contemplarmos a criação vemos que tudo se origina de um dom maior concedido a todos nós por Deus, porque “Deus é caridade”. Sem isto o amor torna-se vazio e mentiroso (CV, 4). Assim, a caridade é gratidão, fruto de um amor recebido de graça. Numa leitura trinitária podemos dizer que a caridade é gratuidade da parte de Deus Pai que derrama abundantemente sobre nós graças após graças e nos envia o Filho amado. Jesus, então, é este Filho, o amor total e gratuito do Pai, que doa sua vida como gratidão total para que todos tenham vida (Jô 10,10). Desta gratuidade e gratidão, brota o amor do Espírito Santo. Amor redentor que se derrama em nossos corações (Jo 13,1; Rm 5,5). Por conseguinte todos nós somos herdeiros da caridade e convocados a difundi-la no mundo. Deste dinamismo nasce a Doutrina Social da Igreja, ou seja, caridade na verdade.

Neste sentido a caridade é maior que a justiça, porque ama e doa sem reservas. Sou capaz de partilhar movido pela caridade com senso de justiça. Não posso dar ao outro o que não me pertence. Nem posso me apropriar de algo que não é meu para fazer caridade. Por isso amar o outro é desejar que ele desfrute do BEM COMUM (CV, 5). Existe um bem individual que está ligado ao bem social, o de todos nós. Quem trabalha pelo bem comum é justo e caridoso. Quando trabalho pelo bem comum do meu irmão estou justamente cuidando dele. Bento XVI diz na Caritas Veritate, “Ama-se tanto mais eficazmente o próximo, quanto mais se trabalha em prol de um bem comum que dê resposta também às suas necessidades reais” (n. 7). Fechar-se a esta ação comum é mergulhar no mais profundo egoísmo negando, portanto, o valor da caridade e da justiça. Uma sociedade egoísta e consumista como a nossa tende a negar o valor da caridade e do justo desenvolvimento humano.

Em nosso país, Estado, cidade e bairro, ainda paira uma nuvem desta cultura egoísta e consumista:

  1. A fome: São muitos os Lázaros que ficam à margem da porta daqueles que esbanjam fortunas em festas, casas e luxo desenfreado. A fome é fruto de uma “escassez de recursos sociais” (CV, 27). É a sociedade que priva o acesso de todos, sobretudo dos mais pobres à mesa comum. Esta fome está relacionada também a escassez de água. Uma grande contradição em nosso Estado, Vivemos às margens de rios imensos e temos carência de água potável para todos.
  2. O respeito pela vida é outro problema serio em nossos dias. A pobreza provoca altas taxas de mortalidade, sobretudo em regiões mais pobres. É também vergonhoso o controle demográfico na base do aborto legalizado ou clandestino. A ideologia de que a mulher tem direito de decidir se aceita ou não o filho, independente de qualquer valor ético é produto, como muito bem disse o Papa na Inglaterra, “de uma selva de liberdades de autodestruição e arbitrária” que elimina o valor moral e ético da vida do outro para salvaguardar uma liberdade egoísta e consumista.
  3. Nega-se também hoje o verdadeiro sentido da religião e do direito à liberdade religiosa. No Brasil vivemos um momento delicado de um fundamentalismo liberal anticlerical que deseja eliminar o valor da transcendência da vida das novas gerações. Por outro lado, sofremos de um fanatismo religioso que gera intolerância, interpretações personalistas da Bíblia para conseguir benefícios econômicos, curas armadas para convencer e converter, distorções da Palavra de Deus e exploração da emotividade do povo.

A caridade rompe com todo este sistema de injustiça e nos ensina a sermos pessoas de doação. “O ser humano, nos diz Bento XVI, está feito para o dom, que exprime e realiza a sua dimensão de transcendência” (CV, 34). A Cáritas paroquial será o braço social da evangelização na medida em que conjugar subsidiariedade e solidariedade. Com isto quero dizer o seguinte: a subsidiariedade é uma ajuda à pessoa carente de tudo, sempre numa relação emancipativa, nunca de dependência ou assistencialista(CV, 57). Por sua vez, a solidariedade é a partilha, doação de quem dá e de quem recebe. A Cáritas funcionará como a conjugação de ambas fazendo parceiras e gerando iniciativas que ensine a pescar e ao mesmo tempo una forças para que todos trabalhem pelo bem comum. Não haverá verdadeira caridade sem subsidiariedade e solidariedade paroquial e social.

A Doutrina Social da Igreja é tudo isto: a busca do bem comum, da justiça e da verdade. A Cáritas paroquial nasce deste principio. Não criaremos mais uma instituição para distribuir donativos, mesmo que o faremos quando necessário devido nossas urgências sociais, mas ela nasce para ser uma interlocutora com as organizações do bairro, com os políticos, com os comunitários, com as Ongs, com a Igreja Particular de Manaus, para responder com atitude de gratuidade, gratidão e amor, aos apelos dos mais necessitados entre nós.

Jesus ficou horrorizado quando avistou uma grande multidão faminta e cansada e, com um gesto de doação total de si, distribui dois Paes e cinco peixes, recolhendo ainda doze cestos cheios. João Paulo II quando visitou a Nicarágua ficou também perplexo quando viu surgir do meio da multidão oprimida uma faixa que dizia: SANTO PADRE, O POVO PASSA FOME. Hoje em nossa paróquia muitos passam fome: fome de educação, fome de alimento, fome de segurança, fome de água potável, fome de lugar para o lazer sadio, fome de qualificação profissional, fome de oportunidades, fome de habitação, fome de dignidade. A Cáritas paroquial padre Miguel Rua não vai resolver tudo, mas buscará meios para saciar estas fomes.

Uma última palavra sobre o nome padre Miguel Rua. Ele viveu no século dezenove (1830 a 1910). Foi o primeiro sucessor de Dom Bosco. Um homem de grande coragem e ousadia que abriu a Congregação salesiana para a atividade missionária e ação social. Foi durante o seu governo que o Papa Leão XIII publicou a famosa encíclica Rerum Novarum, sobre a questão social. Padre Miguel Rua assumiu os desafios daquele documento papal e inseriu os salesianos no campo social sem reservas. Estamos celebrando neste ano o centenário da sua morte. Como se trata de um bem-aventurado, portanto venerável pela Igreja, cuja memória celebramos dia 29 de outubro, queremos inaugurar focialmente nossa Cáritas com o nome dele e pedir que ele nos ajude a ser o rosto da caridade de Deus no hoje da nossa Ação Evangelizadora. Beato Miguel Rua, rogai por nós!

Pe. João Mendonça, sdb

Encontro com Candidatos realizado na paróquia vira notícia no Jornal A Crítica

23 set

Aconteceu ontem na comunidade São José um encontro reflexivo para discutir sobre as eleições 2010 a luz da cartilha da CNBB sobre o voto ético. Aos poucos o povo foi tomando conta dos bancos da igreja e alguns candidatos chegaram em comitiva para participar do encontro.

Num primeiro momento o Pároco Pe. João Mendonça fez a seguinte indagação: Que país é este? Para onde queremos caminhar? Cada candidato teve um tempo predeterminado para expressar sua opinião. Logo em seguida foi a vez do povo ter direito a voz e fazer os questionamentos e as inquietações que fazem parte do dia a dia da sociedade. Entre os temas discutidos destacamos a questão do aborto, juventude, educação, transporte e Ação social.

O encontro foi bastante produtivo e os candidatos tiveram a oportunidade de expressar suas opiniões e responder os questinamentos feitos pelos participantes dos encontros. A notoriedade do encontro foi tão intensa que o jornal A crítica veiculou hoje na página A-8 um artigo sobre o encontro reflexivo com candidatos  a Deputado Federal e Estadual ocorrido na noite de ontem na Paróquia São José – Aleixo, confira o artigo na íntegra:

“APOIO DA CNBB

COMUNIDADES COBRAM CANDIDATOS EM DEBATE

A Paróquia de São José, no bairro de mesmo nome, na Zona Leste, promoveu ontem à noite um debate com candidatos a deputados federais e estaduais. De acordo com o pároco do local, Pe. João Mendonça, o objetivo não foi abrir espaço para se pedir otos, mas, sim, criar um momento em que, sociedade e aqueles que pretendem representá-la, discutam a importancia do voto para a democracia. ‘Queremos proporcionar um momento de reflexão sobre o voto ético. Essa é nossa grande preocupação hoje’, disse o padre. Foram convidados para o debate: Praciano (PT) e Plínio Valério (DEM), candidatos a deputado federal; e os candidatos a deputado estadual, Armandinho(DEM), Ademar Bandeira(PT), José Ricardo(PT) e Sinésio(PT). De acordo com o pároco, os seis políticos “vivem” na comunidade por isso o convite. Mas todos foram lembrados de que não haeria espaço para pedir votos. “Isso não é um comício. A iniciatia é para a reflexõ, e convidarmos alguns candidatos, sobretudo aqueles que vivem aqui na nossa comunidade, para juntos dialogarmos”, justificou. Das 19h30 às 21h00, os comunitários questionaram os candidatos sobre temas como educação, aborto e transporte. ‘Esse debate é especial porque podemos conhecer aqueles candidatos que realmente têm projetos’, avaliou Nahim Araújo, 27. A zona leste é o maior reduto eleitoral do Amazonas com 213 mil eleitores.

JIC agitou o fim de semana dos coroinhas na paróquia

21 set

As duas últimas semanas têm sido de intensa animação entre os coroinhas da Paróquia São José Operário – Aleixo. O Conac promoveu o 6º JIC (Jogos Inter Coroinhas) no dia 12 de setembro em um sitio no Tarumã. Participaram do evento mais de 100 coroinhas das diversas comunidades paroquiais. O Torneio foi embalado pela disputa sadia e teve direito a banho de piscina. Entre as modalidades disputadas podemos destacar o futebol, o vôlei, jogos de tabuleiro, natação e ping-pong. A cada vitória conquistada para sua comunidade os coroinhas vibravam intensamente com gritos e assobios. Foi um dia de pura diversão e empolgação programado e executado pela coordenação paroquial de coroinhas. O sucesso do evento estava estampado no rosto de cada coroinha. Campeões ou não, ficou o sentimento de dever cumprido.

O Desfile dos campeões que aconteceu sábado dia 18 na comunidade Bom Pastor. Para este dia os representantes de cada comunidade concorreram no concurso de Rei e Rainha do JIC 2010. A festa foi animada e bem prestigiada pelos coroinhas da paróquia. Foram eleitos pelos jurados como REI e RAINHA os representantes do Comunidade Maria Auxiliadora. Um viva a todos os coroinhas que se empenharam na realização deste evento. E que venham os próximos eventos.

Pe Mendonça Homenageia Pe. Batista com um belíssimo texto memorial

21 set

Em homenagem a um irmão: Pe. João Batista

Corria o ano de 1979. Cheguei ao aspirantado de Manaus e encontrei um jovem alegre e bem disposto. Sempre com uma fotografia na mão, cabelo partido no meio, sorriso expansivo, cantando. Era o Batista. Um jovem aspirante de Porto Velho. Naquela foto estava a irmã Nilde Tissot, sua mestra de catequese. Ele tinha uma verdadeira veneração pela irmã Nilde. Falava muito também do padre João Carlos Isoard. A todo instante o Batista estava fazendo comentários do curso de catequese que fizera na escola da catequética dirigida pela irmã Nilde.

Logo, o Batista se destacou no acompanhamento dos meninos do ADS (Amigos de Domingos Sávio) e na catequese para os menores do Colégio Dom Bosco. Ele cantava, mesmo com a voz desafinada, mas não perdia a pose. No oratório que tínhamos na Alvorada III ele também se destacava pela alegria e boa disposição no meio da garotada. Sempre muito organizado nas mínimas coisas, o aspirante Batista foi ganhando espaço dentro do grupo de aspirantes. Fez-se logo amigo do padre Francisco Biggiarette, de quem recebia constantes elogios e o apelido de motoyoshi, devido deus olhos um pouco puxados. Ele não gostava muito no começo, mas depois, quando percebeu as vantagens, assumiu até como sobrenome.

Fizemos o noviciado em São Carlos/SP. O Batista foi um noviço trabalhador, discreto, sereno, piedoso, amigo de todos. Era péssimo jogador de futebol como eu, entretanto estava sempre nos jogos. Durante o pós-noviciado em Lorena o Batista vivia quase para os estudos. Dormia encima dos livros de tanto cansaço. Os colegas mexiam com: “Motoyoshi deixa um pouco os livros, vamos jogar”. Mas ele não queria saber. Naquele tempo fazíamos duas faculdades ao mesmo tempo. Era dureza. Na comunidade ele sempre queria estar presente no coral, na organização das festas e na animação vocacional. Mexia com todos, porém, não gostava muito das brincadeiras que faziam com ele. Uma frase desta época do Batista era: “O homem é um mistério”. Todas as vezes que acontecia algum problema ele repetia esta frase.
Depois dessas fases da formação vivemos sempre em situações separadas.

Depois da assistência ele foi para o Instituto Pio XI, São Paulo, e eu para Bogotá, Colômbia. Nossos encontros aconteciam nas reuniões de áreas, nos Capítulos e Assembléias. Fizemos a profissão perpétua juntos em 1989 com mais quatro FMA. Foi uma festa muito bonita. Fomos também ordenados diáconos juntos em 1990.
Nossa última festa juntos aconteceu em 2008 quando celebramos os 25 anos de profissão religiosa. Ele não queria a festa. Dizia que bastava uma boa oração pela manhã e nada mais. Eu fiz questão de convidar amigos, amigas e membros da FS. Quando ele viu todo aquele pessoal se animou. Padre Batista era assim: introvertido para certas coisas que exigiam exposição pública e extrovertido nas relações mais reservadas. Era o tipo dele.

Aos poucos, porém, o padre Batista se tornou mais reservado. Suas risadas, tão características do tempo de aspirantado e filosofia, foram se calando dentro dele. Falava cada vez menos de si. Como pároco aqui no São José foi muito reservado. Contudo, deixou uma marca positiva em tudo que fez. Acompanhou a catequese, preparou durante três meses um grupo numeroso de ministros e ministras da eucaristia, palavra e dos enfermos, continuou o processo de organização do fundo paroquial e da equipe financeira. Aos poucos, porém, sua saúde foi debilitando e não se sentiu mais em condições de animar esta paróquia. Sofreu para sair, apesar de mostrar serenidade. Durante a mudança conversamos duas vezes. Falou bem de todos. Em nenhum momento expressou ressentimentos com qualquer pessoa, pastoral ou movimento.

Agora ele partiu para a casa do Pai. Deixou sua marca na história da nossa inspetoria. Certamente lá do céu padre Batista continuará rezando pelas vocações. Cada salesiano é um dom de Deus para nós. O tempo que convivi com ele aprendi a descobri-lo. Padre Batista foi também, como todo homem é “um mistério”. Cada um de nós vive esta dimensão do mistério na sua própria consciência e ações. Padre Batista descanse na contemplação do Pai e reze por nós!

Nota de Falecimento

21 set

Em nome do Pe. Inspetor, comunico a triste notícia do falecimento do Pe. João Batista da Silva ocorrido esta manhã às 7h15, vítima de um sarcoma (câncer de pele). Pe. Alberto Bresciani, diretor do colégio do Carmo-Belém estava a seu lado neste momento. Agradecemos a Deus todo o bem que o nosso irmão fez nos vários lugares onde realizou a missão que lhe foi confiada e agradecemos também a todos aqueles que acompanharam o nosso irmão durante o tempo da doença.

Pe. João Sucarrats

PE. JOÃO BATISTA DA SILVA

* Nasceu em Porto Velho, no dia 15 de maio de 1959

* Filho de Waldemar Pires da Silva e Virgínia Francisca da Silva (falecidos)

* Foi batizado na catedral de Porto Velho no dia 18 de novembro de 1959. Crismado na mesma catedral no dia 8 de novembro de 1964, por Dom João Batista Costa

* Freqüentou o colégio Dom Bosco de Porto Velho em 1978. Estudou o segundo grau (ensino médio) no colégio Dom Bosco de Manaus, como aspirante, de 1979 a 1981.

* Fez o noviciado em São Carlos – SP, em 1982; a primeira profissão no dia 11 de janeiro de 1983 e a profissão perpétua no dia 24 de janeiro de 1989.

* Fez o pós-noviciado em Lorena – SP, freqüentando a faculdade de filosofia, ciências e letras, de 1983 a 1985. Habilitado em filosofia, psicologia e história.

* Fez o tirocínio em Ananindeua, de 1986 a 1987.

* Estudou teologia em São Paulo – Lapa, de 1988 a 1991. Ordenado diácono em Manaus no dia 16 de dezembro de 1990 e presbítero em Porto Velho no dia 7 de dezembro de 1991, pela imposição das mãos de Dom José Martins da Silva.

* Desenvolveu as seguintes atividades:

- 1992                 vice-diretor em Manaus-Aleixo

- 1993-1994        encarregado da comunidade de Humaitá

- 1995-1996        vice-diretor e coordenador de pastoral do Colégio do Carmo em Belém

- 1997-1999        vice-diretor e coordenador de pastoral do colégio Dom Bosco de PV

- 2000- 2002       coordenador de pastoral e vice-diretor na EST-Belém

- 2003                 vice-diretor do colégio Dom Bosco de Manaus

- 2004                 vice-diretor do CESAF, em Manaus

- 2005                 Santa Isabel do Rio Negro

- 2006-2007        encarregado da missão de Maturacá no Rio Negro

- 2008-2009        pároco na paróquia São José Operário da zona Leste, em Manaus

- 2010                 colégio do Carmo em Belém

P. João Sucarrats – 20/09/2010

Fonte: www.isma.org.br

Na oportunidade O Pároco Pe. João Mendonça convida todos os paroquianos à participar de uma missa na terça-feira às 19h30 na comunidade São José em Memória do Pe. João Batista que atuou como pároco em nossa paróquia no ano de 2008 e 2009.

Comunidade São José realiza almoço solidário em prol da reforma do salão paroquial

20 set

No dia 12 de setembro a comunidade São José através da comissão de Reforma da Casa de Formação Dom Bosco realizou um almoço festivo para dar o pontapé inicial na obra de reforma e ampliação das estruturas do ambiente.  A festa foi projetada e executada com o envolvimento das pastorais que compõem a comunidade. Cada um teve sua importância devida para o grande sucesso do evento.

Com o nascer do sol no dia 12 de setembro estavam também de pé cada um dos comunitários que se comprometeu com a causa da reforma mostrando que para a obra de Deus todo esforço é necessário. Animados os comunitários cantarolavam enquanto preparavam os alimentos que iam ser servidos durante o almoço. Os mais experientes ficaram responsáveis de assar os frangos e os peixes.

Ao soar os sinos das 11h30 começaram as chegar os participantes do almoço, afim de colaborar também com a iniciativa da comunidade. Embalados ao som de MPB e pagode o evento reuniu mais de 400 pessoas entre os que ficaram para prestigiar o almoço e entre aqueles que apenas vieram buscar a refeição.

Queremos destacar o empenho da Comissão de reforma, do Pe. Mendonça e das pastorais e movimentos comunitários que somaram forças para conquistarmos um espaço mais atraente e hospitaleiro para nossas formações e eventos.

Nos próximos meses teremos outras programações para arrecadar fundos e podermos concluir as obras.

Pe. Mendonça encaminha 2ª carta Pastoral ao Povo de Deus

1 set

Caros irmãos e irmãs

Povo de Deus da Paróquia São José Operário

Levanta-te e vai à grande cidade (Jonas 1,2; 3,2)

Este chamado de Deus dirigido ao profeta Jonas é atual. Todos, a partir do Batismo, recebemos o chamado de IR ai encontro dos outros para anunciar a Boa Nova da Salvação. Neste mês da Bíblia dedicado ao livro de Jonas quero me dirigir novamente a você e a todo o Povo de Deus da nossa paróquia. O Senhor tem sido bom para conosco. Ele nos faz crescer em sabedoria e graça. Ele é o nosso amor incondicional.

Jonas é o profeta da fuga, do desencontro e ao mesmo tempo da obediência. Quando recebeu o chamado ele fugiu. Tentou sair do próprio país, mas Deus o esperava. Entrou num barco para escapar do chamado e encontrou o desafio de um mar bravio. Sentindo-se culpado da tempestade que destruía o barco pediu para ser jogado no mar. Assim o fizeram. Um peixe enorme, supostamente uma baleia, o engoliu. Ali, no ventre do animal ele passou três dias. Mergulhado nas trevas e na solidão, este é o símbolo do peixe, Jonas repensa o seu chamado e resolve seguir a voz de Deus. O peixe o devolve à terra firme. Pela segunda vez Deus o chama e o profeta entra na cidade de Nínive e começa sua missão, chamando o povo à conversão.

Às vezes quando tentamos fugir do nosso compromisso de batizados também enfrentamos um mar bravio. A sociedade é este mar agitado e cheio de perigos. Lançados nela somos engolidos por muitos desafios. Então, é preciso refletir: o que estou fazendo com o Dom que recebi no meu batismo? Qual é a minha missão nesta sociedade, neste bairro, na minha comunidade católica? De quem estou fugindo quando não quero me comprometer? Deus, entretanto, continua a nos chamar desde o ventre desta sociedade violenta. Eu sou chamado! Você é chamado! Todos somos chamados a evangelizar!

Caros irmãos e irmãs. Com esta segunda carta quero dialogar com você e fazer chegar uma palavra de esperança sem precisar fugir do amor de Deus. Desde a minha primeira comunicação passaram-se três meses. Senti a necessidade de relatar a você novas conquistas. Graças a Deus são muitas.

  1. O mês de junho e julho foi repleto de festas nas comunidades. Celebramos com alegria Santo Antônio, São Pedro e São Paulo. O clima junino trouxe o valor das comidas típicas, das danças regionais e dos Arrais comunitários.
  2. Realizamos os encontros formativos com os conselhos comunitários, 13/06, com os catequistas, 27/06, com os agentes da pastoral do dízimo, 11/07, a pastoral da juventude, 18/07. Foram momentos de reflexão a partir do nosso Projeto Orgânico paroquial com tempo para o lazer e convivência fraterna.
  3. Os nossos crismandos participaram no dia 18/07 do Encontrão arquidiocesano. Foi um momento especial de escuta da Palavra de Deus na tentativa de abrir o coração dos jovens para o chamado do Senhor.
  4. De 21 a 24 de julho estive com o Iomar Caster no 2º. Congresso Nacional da Pastoral da Comunicação em Aparecida/São Paulo. Ali rezamos diante da imagem da Nossa mãe querida por você e por todos os membros das nossas comunidades. Fomos ao Congresso para conhecer melhor esta pastoral e implantar na paróquia este serviço. Já temos o nosso blogue: saojosealeixo.wordpress.com. Nele você encontra as noticias de várias atividades nossas. Nossa intenção e ter um site e depois um jornal impresso. Uma equipe está se organizando sob a liderança do Iomar para este fim.
  5. Com a Socorro e o Seferino, casal arquidiocesano do ECC, estive no Acre de 30/07 a 01/08 no XIV Congresso Regional do ECC. Uma experiência muito bonita. O Congresso foi um sucesso. O clima alegre dos casais que nos acolheram e as reflexões nos ajudaram a escutar a voz de Deus que nos diz: Ide aos casais, realizai a Pastoral Familiar. Isto é urgente.
  6. Um grupo considerável de catequistas participou nos dias 31/07 e 01/08 do 1º. Congresso Arquidiocesano de Animação Vocacional. Precisamos também crescer nesta dimensão para que os jovens escutem e sigam o Senhor na Vida Consagrada e Sacerdotal.
  7. Nos dias 13, 14 e 15 tivemos o III Congresso paroquial da juventude. As reflexões e contribuições dos jovens foram excelentes. Agradeço ao Jean, coordenador da PJ, e demais membros por esta iniciativa. Parabéns aos jovens que participaram.
  8. Entre os dias 21 a 22/08 tivemos o curso de liderança com os jovens, com as coordenações de pastorais e movimentos e casais, com a assessoria da psicóloga Maria do Carmo (Carminha) que nos ajudou a compreender nosso papel enquanto líderes e animadores. Também várias pessoas tiveram a oportunidade de encontrar a psicóloga para uma avaliação da própria vida. Ela retornará e você poderá ser convidado a participar. Não diga não posso. Não fuja.
  9. Dia 27/08 tivemos a 1ª etapa do curso de capacitação de agentes para círculos bíblicos com a assessora da irmã Nilda Nair. 86 paroquianos participaram. Manifesta-se assim o gosto de conhecer a Palavra de Deus e levá-la aos outros. A 2ª. Etapa será dia 03/09, sempre das 19h30 às 21h30 na comunidade São José. Abra a sua casa para o círculo Bíblico.
  10. A partir de setembro iniciaremos a reforma do salão paroquial Dom Bosco. Uma comissão está trabalhando (Lídio, Guerreiro, Antonio, Elenilson, Edivaldo, Serafim). Todos empenhados na realização deste sonho. Muitas pessoas estão doando material. Não fique de fora. Participe conosco! Outras comunidades também estão com projetos de construção e reforma. A união de todos fará possível todos estes eventos.

Estamos próximos das eleições 2010. Um momento cívico importante. Elegeremos nosso/a Presidente, Deputados estaduais e federais, Senadores, Governador. Não perca a chance de votar bem, nos ficha limpa. O grande cardeal vietnamita Van Thun que passou 13 anos preso define o político a partir das Bem-aventuranças: “Bem-aventurado o político que tem elevado conhecimento e profunda consciência de seu papel na condução da sociedade; Bem-aventurado o político cuja vida reflete credibilidade (que é incapaz de vender até a mãe para alcançar seus objetivos); Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum; Bem-aventurado o político que se mantém fiel a seus princípios; Bem-aventurado o político que constrói união e paz; Bem-aventuradoo político que está comprometido com a transformação da sociedade; Bem-aventurado o político que sabe escutar o povo; Bem-aventurado o político que não tem medo da verdade”. No dia 22 de setembro às 19h00 realizaremos na comunidade São José (Matriz) uma entrevista com candidatos. Não perca. Venha!

Como iniciei termino esta carta. Levanta-te e vai à grande cidade. “Não tenha medo de Deus. Ele não tira nada de nós, ao contrário, Ele acrescenta” (Bento XVI). Repita sempre como o salmista: Senhor, eu confio em Ti (Salmo 91). Receba o meu abraço e minhas orações. Quando quiser conversar comigo ou se confessar basta vir aqui ou quando passo pelas comunidades. Que São José interceda por você e por todos nós. Deus abençoe.

Pe. João da Silva Mendonça Filho, sdb                                                                Manaus, 01/09/2010

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